Os dados com que o modelo aprende
Forma, confronto direto e a vantagem de casa
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Antes de qualquer probabilidade aparecer, o modelo reduz cada time a alguns números honestos tirados dos jogos recentes. São essas a matéria-prima de tudo o que vem depois.
A forma nos últimos 10
Para cada time, o modelo olha os últimos 10 jogos (em qualquer mando) e calcula a média de gols marcados e a média de gols que o adversário fez contra ele. Esse par — o que um time costuma marcar e o que costuma sofrer — é o coração da sua qualidade atual. Ele também registra a sequência recente de V/E/D e os pontos por jogo, usados mais adiante na árvore de decisão.
Dez jogos são um equilíbrio deliberado: longo o bastante para suavizar um placar de sorte, curto o bastante para refletir o time como ele está agora, e não há um ano.
Confronto direto
Em separado, o modelo puxa os últimos 10 confrontos diretos entre esses dois times específicos, com a média de gols de cada lado nesses jogos. Alguns confrontos simplesmente se desenrolam de um jeito diferente da forma geral de cada equipe — uma rivalidade que é sempre apertada, um time que sempre sofre em determinado estádio. O confronto direto capta isso, e só é levado a sério quando há encontros suficientes (cerca de três ou mais) para significar algo.
Vantagem de casa
Por fim, jogar em casa vale uma vantagem real e que se repete no futebol. O modelo aplica um fator fixo de vantagem de casa que empurra para cima os gols esperados do mandante e para baixo os do visitante. É modesto e constante — não um chute partida a partida, e sim o fato estrutural de que times em casa marcam um pouco mais.
Três entradas simples — forma, confronto direto, vantagem de casa — fazem a maior parte do trabalho. A esperteza está em como elas se combinam, não em algum número secreto.